O capitalismo passou por profundas transformações com o fim da clara
dualidade entre capitalistas e uma massa homogênea de operários.
Atualmente, nota-se um conjunto muito heterogêneo de trabalhadores, não
apenas em suas características produtivas, mas também porque esses
trabalhadores passaram a competir entre si por ascensão profissional e
financeira. Neste novo contexto, os mercados de trabalho
transformaram-se em verdadeiras loterias ou cassinos nos quais os
trabalhadores apostavam investimentos em capital humano com objetivo de
se tornarem vencedores. Tais investimentos são os bilhetes desta loteria
ou as fichas deste cassino. Contudo, exatamente como em uma loteria ou
em um cassino haverá, necessariamente, vencedores e perdedores. Assim,
os trabalhadores de baixa qualificação ou de pequeno estoque de capital
humano são, a priori, perdedores, pois encontram-se excluídos de tal
loteria. Como decorrência desta nova estrutura do mercado de trabalho
capitalista, em que os vencedores se apropriam do trabalho dos
perdedores, surge uma nova forma de exploração do trabalho na qual o
instrumento passa a ser o capital humano, em semelhança àquela
tradicional do capital físico, descrita por Marx, que reforça a
tendência inerente de geração de desigualdades por parte do sistema
econômico capitalista. Do ponto de vista de políticas públicas, essa
situação coloca limites na democratização do investimento em capital
humano como forma de combate à desigualdade, pois o mercado de trabalho
está estruturado para que existam vencedores e perdedores. A igualdade
de capital humano permite apenas a mesma quantidade de fichas no
cassino. O combate à desigualdade não é um mero problema de
democratização da educação, sendo, em algum grau, resultado inerente da
economia capitalista. Embora a democratização do capital humano seja
necessária para a redução da desigualdade, ela é insuficiente. O
crescimento econômico também tem limitações no combate à desigualdade na
medida em que o incentivo microeconômico, que gera o crescimento
macroeconômico, é a busca pela desigualdade. Diante dessa nova visão, o
combate à desigualdade exige uma nova organização do mercado de trabalho
capitalista, assim como a mudança de relação entre crescimento
macroeconômico e igualdade microeconômica exige alterações no
comportamento individual que motiva o referido crescimento.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Aparentemente estas duas palavras (lixo e tecnologia) não tem muito a ver uma com a outra, ou quando tem é no melhor dos sentidos, ou seja, no sentido de algum tipo de tecnologia que trate ou dê destino adequado para o lixo. Porém estou querendo me referir ao sentido ruim que, juntas, podem formar. O sentido de que a tecnologia que utilizamos todos os dias vira lixo. Porque?
1.Você já percebeu com que velocidade as tecnologias são substituídas (veja o exemplo dos telefones celulares e computadores);
2. Quando se substitui uma tecnologia, para onde vão os equipamentos “obsoletos”? (difícil de responder esta...acho que a maioria para o lixo não é?).
Está ai o motivo porque estas palavras andam juntas em seu pior sentido. Em nosso dia a dia não pensamos nisto, não pensamos o quanto uma bateria de celular ou de notebook vão poluir o solo ou os lençóis freáticos (e muitas vezes nem sabemos que poluem), ou mesmo os demais componentes como plástico e metais pesados. Nossa preocupação está geralmente em nos manter dentro da “onda”, da tecnologia.
E nos enganamos redondamente pensando que são apenas os equipamentos de alta tecnologia como computadores, câmeras e celulares que poluem o ambiente. Rádios, tv's, aparelhos de som, aparelhos elétricos, lâmpadas eletrônicas e etc. também contém inúmeros elementos altamente poluentes.
Esta questão tem me deixado bem incomodado pois não se fala, ou se fala muito pouco, sobre a questão. Uma espécie de vácuo se formou na abordagem do assunto, onde o mais importante mesmo é comprar o que é de última geração, mas que é de extrema importância. Um lixo altamente poluente e que não se tem a menor idéia do que fazer com ele.
Como exemplo do descaso quanto a este material tão danoso, a atual legislação ambiental do estado de São Paulo (2008) que trata especificamente dos resíduos sólidos, os equipamentos eletrônicos nem citados são e na esfera da legislação nacional, a resolução que trata do assunto está em revisão a cerca de 4 anos no CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente ).
1.Você já percebeu com que velocidade as tecnologias são substituídas (veja o exemplo dos telefones celulares e computadores);
2. Quando se substitui uma tecnologia, para onde vão os equipamentos “obsoletos”? (difícil de responder esta...acho que a maioria para o lixo não é?).
Está ai o motivo porque estas palavras andam juntas em seu pior sentido. Em nosso dia a dia não pensamos nisto, não pensamos o quanto uma bateria de celular ou de notebook vão poluir o solo ou os lençóis freáticos (e muitas vezes nem sabemos que poluem), ou mesmo os demais componentes como plástico e metais pesados. Nossa preocupação está geralmente em nos manter dentro da “onda”, da tecnologia.
E nos enganamos redondamente pensando que são apenas os equipamentos de alta tecnologia como computadores, câmeras e celulares que poluem o ambiente. Rádios, tv's, aparelhos de som, aparelhos elétricos, lâmpadas eletrônicas e etc. também contém inúmeros elementos altamente poluentes.
Esta questão tem me deixado bem incomodado pois não se fala, ou se fala muito pouco, sobre a questão. Uma espécie de vácuo se formou na abordagem do assunto, onde o mais importante mesmo é comprar o que é de última geração, mas que é de extrema importância. Um lixo altamente poluente e que não se tem a menor idéia do que fazer com ele.
Como exemplo do descaso quanto a este material tão danoso, a atual legislação ambiental do estado de São Paulo (2008) que trata especificamente dos resíduos sólidos, os equipamentos eletrônicos nem citados são e na esfera da legislação nacional, a resolução que trata do assunto está em revisão a cerca de 4 anos no CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente ).
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